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Entrevista com o Professor Acelino Couto Alfenas

Para começar professor, gostaria que senhor nos explicasse qual é a importância dos estudos em Fitopatologia para a produção de clones.

“ Em espécies arbóreas, o plantio de material resistente é o método mais eficiente e econômico para o controle de doenças que incidem no campo. Portanto, os estudos de Fitopatologia, que envolvem a avaliação de resistência a doenças são fundamentais para o sucesso do empreendimento florestal”.

Além do Brasil, vocês prestam serviços para vários países do mundo, como Austrália, Indonésia, Nova Zelândia e Estados Unidos. O senhor poderia nos contar um pouco mais do trabalho realizado pela Clonar?

“Em primeiro lugar, a Clonar estuda, simultaneamente, a variabilidade genética nas populações de plantas quanto à resistência a doenças e nas populações dos patógenos quanto à capacidade de causar o máximo possível de doença (agressividade) em patossistemas que sejam do interesse de algumas instituições nacionais e internacionais. Temos um time de pesquisadores altamente qualificado e motivado, e dispomos de infraestrutura de laboratório e estufas com ambiente controlado, adequadas para prestar estes serviços com qualidade e eficiência. O conhecimento científico e tecnológico e a agilidade na obtenção de resultados constituem nosso diferencial.

Como a clonagem conseguiu otimizar a produção do eucalipto?

“Selecionando os materiais superiores que tem o maior crescimento em volume e adaptabilidade, em diferentes condições de clima e solo além de resistentes a doenças. Sem o desenvolvimento da técnica de clonagem, a eucaliptocultura não teria o sucesso que temos hoje no Brasil. Levamos vários anos de pesquisa e empregamos muitos recursos humanos e financeiros para o seu desenvolvimento. A partir de testes clonais são selecionados os melhores indivíduos quanto ao crescimento volumétrico, quanto à forma do tronco das árvores e quanto às características industriais. Atualmente, a suscetibilidade a doenças é considerada também uma característica excludente na seleção de clones para plantios comerciais. ”

Quais são as etapas de inoculação do patógeno? O senhor poderia nos falar um pouco mais do passo a passo?

“Para uma correta seleção de plantas resistentes é necessário ter:

i) isolados do patógeno com comprovada capacidade de causar doenças em um maior número de clones e que seja amplamente distribuído no Brasil;

ii) plantas em condições ótimas de crescimento, sem apresentar nenhum estresse;

iii) controlar os fatores do ambiente, como temperatura, umidade e luminosidade.

Todos esses fatores devem juntos propiciar o desenvolvimento da doença e consequentemente possibilitar a correta seleção das plantas resistentes”.

Quanto tempo em média leva o processo de descoberta de um clone comercial resistente a doenças?

A descoberta ou desenvolvimento de um clone comercial leva cerca 15 a 20 anos de pesquisa. Atualmente, antes de seu plantio comercial em ampla escala, o clone é avaliado quanto à resistência a doenças. O tempo de avaliação de resistência varia com a doença, podendo ser de 1 – 6 meses. Essa avaliação tem que ser realizada em condições de ambiente controlado.

Professor, para o senhor, qual é o valor que este trabalho representa? Qual é a relevância mundial do serviço prestado pela empresa Clonar?

“Bom, o grande valor é a informação sobre a resistência do clone a determinada doença. Essa informação levará a uma minimização dos riscos relativos a perdas por doenças ao se plantar um determinado clone em larga escala sem o prévio conhecimento da resistência do material. Por exemplo, temos visto alguns plantios com clones suscetíveis com perdas consideráveis causadas por doenças. Essas perdas poderiam ser evitadas se o produtor tivesse a informação e pudesse, antes do plantio, escolher entre um clone resistente ou um suscetível a determinada doença. ”

Nós sabemos que o eucalipto está em muitas áreas de cultivo brasileiro, sendo muito promissor atualmente. Como está a situação do mercado nos dias de hoje? A produção aumentou?

“Podemos dizer que tem havido um aumento significativo da área plantada com eucalipto para a produção de celulose, papel, energia, mourões tratados e madeira nobre para serraria em algumas regiões do país. Há uma tendência mundial crescente do aumento de madeira para energia e madeira industrial, para serraria e celulose, especialmente. Estima-se que em 2030, a demanda mundial será em torno de 5 bilhões de m³ de madeira, sendo metade para energia e outra metade para madeira industrial. Atualmente, há, no entanto, um excesso de madeira para siderurgia (carvão) devido à crise momentânea do setor siderúrgico mundial. É fundamental nestas regiões desenvolver mercado alternativo para o consumo desta madeira, como, por exemplo, a construção de termoelétricas “.

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